• Janaína Russeff

Fazer, fruir e contextualizar Teatro: Marcel Marceau, o poeta do silêncio


Nesse primeiro bimestre, durante as aulas de Teatro, os alunos do 8º ano - de todas as unidade- foram apresentados à pantomima teatral através da obra do artista Marcel Marceau. Quando puderam experienciar, fruir e contextualizar tal manifestação artística a partir da produção desse importante artista francês.

Num primeiro momento, entraram em contato com a obra de Marcel Marceau assistindo (fruindo) alguns vídeos do Mimo: "Bip chasse les papillons" e "Le petit café parisien". Esse momento foi importante para conhecerem o artista (vida e obra) e reconhecerem, no trabalho de Marcel, os conceitos experienciados (praticados) anteriormente nas aulas.

Nas aulas das unidades Tijuca e Méier, foram convidados a refazer a famosa pantomima "Le petit café parisien"

Em seguida, foram desafiados a criar suas próprias pantomimas, inspiradas nos artista e em diálogo com suas próprias observações cotidianas.

No processo de ensino e aprendizado da Arte é fundamental que o aluno seja convidado a experienciar, a fruir e a contextualizar arte. A fruição de diferentes manifestações artísticas, além das realizadas em sala de aula, propicia que o jovem contextualize historicamente a arte, alargue seu repertório cultural e compreenda a arte como uma manifestação cultural. Como nos fala a educadora Ana Mae Barbosa, "arte como cultura trabalha o conhecimento da história, dos artistas que contribuem para a transformação da arte. É muito importante que o aluno tenha um leque de conhecimento acerca do seu próprio país e do mundo. Não se conhece um país sem conhecer a sua história e a sua arte."

Sobre o artista

O artista que elevou a mímica a uma forma de arte suprema, o poeta do silêncio que foi, após a Segunda Guerra Mundial, o artífice do renascimento da arte da pantomima, faleceu no dia 22 de setembro de 2007.

Considerado por muitos como o Picasso da Mímica, o universalismo da sua mensagem capaz de unir plateias separadas em tudo o resto, foi reconhecido pelas Nações Unidas que o elegeram em 2002 "Embaixador da Boa Vontade para o Envelhecimento".

Durante anos a fio, com uma sensibilidade tocante, a figura frágil e bela do arlequim denunciou tenazmente o comodismo, o egoísmo, a covardia, a mesquinhez, a miséria e a prepotência da espécie humana, elevando a mímica a patamares nunca antes atingidos, e erguendo bem alto a chama eterna e libertadora da expressão artística.

Marceau criou Bip, o palhaço de cara pintada, que em seu casaco listrado e surrado, chapéu de ópera de seda com uma flor espetada - significando a fragilidade da vida - tornou-se seu alter-ego, exatamente como o Vagabundo de Chaplin. As desventuras de Bip interagindo com tudo, desde borboletas a leões, de navios a trens, nos salões ou nos restaurantes, eram ilimitadas. Com uma pantomima de estilo, Marceau foi reconhecido como fora de série.

"A mímica é uma arte que hipnotiza. É uma linguagem universal, e assim como a música, não conhece fronteiras nem nacionalidades”, dizia ele. “Se a gargalhada e as lágrimas são características da humanidade, então todas as culturas estão mergulhadas na nossa arte”.

Obrigado, Mime, por ter nos dado tanta elegância, sutileza e beleza através de tanto silêncio.

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